Considerações sobre a SPFW

Que saudade eu sinto do tempo em que a DirecTV fazia uma cobertura completíssima do evento, que na época era Morumbi Fashion e só depois SPFW. Ah… era tão bom… todos os desfiles ao vivo e depois eles ficavam haviam repetecos eternos. Era tipo olimpíadas, o dia todo! Além disso rolavam entrevistas ótimas e muito mais. Bons tempos. Alguém mais lembra disso?! Eu fico num saudosismo eterno falando sobre esse assunto.

Mas vindo aqui pra vida real, com twitter e gnt louca, começo a pensar em certas coisas. Por que a Osklen, antes mesmo de desfilar, já é considerada o estouro da estação?! Tudo bem que a coleção foi linda e bem tocante mas acho que a marca é tão bem quista que as pessoas as vezes até já entram na sala com a opinião formada… igual acontece com a Colcci onde as pessoas já tendem a achar tudo muito fraco e extremamente comercial, concepção essa que dessa vez não se materializou por inteiro. É fato que ninguém mais aguenta a Giselle Bündchen, ou será que aguenta?! Porque o bafafá que dá a presença dessa mulher é algo absurdo! Ainda bem que já passou.

Acho que já podemos dizer que é mais que fato que a transparência é o que há para o verão – em sobreposições que brincam com o mostrar/esconder. Feminino, sensual mas não vulgar. Ótimo para mulheres das mais diversas idades! Vamos esperar ver isso mais vezes, em mais marcas, e não apenas na Osklen (falando em SPFW) que tem roupas lindíssimas mas muito caras. Complicado até mesmo nas liquidações.

Aprofundando na Colcci, gosteis dos jeans coloridinhos em tons nude, pasteis. Bacana porque não é uma lavagem… é o fio que é daquela cor ali – o que faz com que a calça não fique manchadíssima com o tempo porque tudo muda por inteiro. No mais, os tecidos no geral parecem bem interessante… sempre com forte apelo tecnológico. Coisas do dinheiro e de quem pode bancar boas pesquisas e grandes experiências.

Voltando a Osklen… Embasbacada com a coleção, mas não apenas pelo resultado final e sim pelo contexto da pesquisa e tudo mais. O amor com que o Oskar fala sobre o tema, sobre a elaboração do produto, sobre o conceito é algo tocante. Vai ver que é por isso que as coleções saem, sempre, tão boas. As estampas vieram leves, doces, mas ainda assim super marcantes e diferenciadas. Na mini explosão de brilho por trás da transparência todo o possível lado óbvio do tema foi por água abaixo; nas sobreposições de tule, em cores diversas, uma alegria discreta mas profunda. Amei que as modelagens continuaram com a cara Osklen de ser – um tanto quando abstratas, distantes da silhueta (não é todo mundo que gosta, mas não mesmo).


Já a geometria da Uma é muito mais acessível; envolvente e bem equilibrada, investe num jogo de proporções que por mais ousado que seja não pesa na imagem. Se há volume em exagero de um lado, sobram formas ajustadas no outro. São ótimos os decotes, a cara do verão e quase que um Guia de Estilo exposto nas passarelas. É possível sentir o que sai valorizado de cada look, onde parte da composição se transforma no ponto focal da produção. Comprimentos variados numa roupa que serve bem o corpo das mulheres modernas que não tem medo de ousar e querem ir muito além do básico lavado e sem graça.

As fotos são do Chic e do site oficial da SPFW; estou acompanhando o evento, também, via Twitter, gnt, Oficina de Estilo, Modices, Lilian Pacce, Erika Palomino e tudo mais que vier pela frente.

One Response to “Considerações sobre a SPFW”

  1. Marina Victor Says:

    Tempos bons aqueles de Directv. Tudo comecou ali

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